quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


Ensinar bem é identificar necessidades


Conseguir enxergar as características pessoais de cada aluno é um dos grandes desafios do dia-a-dia na sala de aula. Mas é condição indispensável para que o ato de ensinar seja eficaz, pois os conteúdos só fazem sentido quando estão ligados aos interesses dos estudantes. 
O modo de funcionamento da maioria das escolas não costuma contribuir para que crianças e jovens manifestem suas necessidades. O tempo é curto, as classes, numerosas, e os currículos, extensos. No entanto, o ensino de qualidade só vira realidade quando você adota estratégias para identificar demandas e interesses dos estudantes. "Não é preciso, nem se deve, visitar a família do aluno para conhecê-lo", diz a antropóloga Ana Luíza Carvalho da Rocha, do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), de Porto Alegre. "Basta procurar indícios das condições de vida dele no comportamento em sala de aula: como são sua linguagem, as roupas que usa e seus movimentos." 
Antes de analisar a garotada, é importante você fazer uma auto-avaliação. Perceba se suas atitudes em sala de aula dão a eles a possibilidade de se expressar individualmente ou se você reforça o "anonimato". Depois reveja a imagem que faz de cada um. Tenha em mente que, ao contrário do que acontece socialmente, é fundamental aproximar-se dos membros do grupo que incomodam, resistem ou tentam se esconder. É preciso ouvir a classe para saber as expectativas em relação à escola e a você. Mas lembre-se: nem sempre os pedidos de ajuda correspondem às verdadeiras necessidades e dificuldades. Ao solicitar um esclarecimento, o aluno pode estar fazendo um pedido de ordem afetiva — por exemplo, para se sentir mais seguro. 
Outro modo de perceber as necessidades de cada um é organizar a classe em grupos de até quatro integrantes e incentivar a cooperação entre eles: quem é bom numa disciplina ajuda os demais. Jogos também funcionam, "pois criam situações que, de forma leve e pouco indutiva, fazem crianças e jovens demonstrar suas condições, inclusive morais", diz Ana Luiza. Na hora de organizar o conteúdo, adote estratégias de ensino que conectem o aluno aos conhecimentos, valores e símbolos que ele já tem. Com certeza a classe terá mais vontade de aprender.

Quem é o “bom professor”?




“O bom professor é aquele que não dá aula sem prepará-la”
“O bom professor é aquele que não dá aula. Ele constrói a sua aula de acordo com os conhecimentos que recebe de seus educandos” 
“O bom professor é aquele que não dá aula só para passar o conhecimento, mas pelo amor à educação” 
“O bom professor é aquele que não dá aula, e, sim, aquele que produz a aula de acordo com a realidade de seus alunos” 
“O bom professor é aquele que não dá aula, mas aquele que procura dar o melhor de si aos seus alunos para prepará-los para a vida, ou seja, para o mundo”  
“O bom professor é aquele que faz uma sondagem (diagnóstico) dos alunos e, depois, planeja através dos relatos para desempenhar um produtivo trabalho”  
“O bom professor é aquele que não dá aula, mas aquele que está sempre em busca do conhecimento” 
“O bom professor é aquele que não dá aula... É aquele que procura interagir com os alunos, propondo uma maneira criativa e prazerosa dentro da sala, cultivando em cada criança o prazer pelo aprender”  
“O bom professor é aquele que não dá aula; ele a prepara e transmite” 
“O bom professor é aquele que não dá aula sem conhecer o conteúdo (conteúdo de acordo com a realidade dos alunos)”
“O bom professor é aquele que não dá aula sem conhecimento e sem preparo”
“O bom professor é aquele que não dá aula, mas aquele que ajuda o próximo a conhecer o ‘mundo’”  
“O bom professor é aquele que não dá aula, mas mostra a realidade na maneira de sermos para agirmos intensamente hoje” 
“O bom professor é aquele que não dá aula, mas, sim, aquele que trabalha como um intermediário entre o conhecimento e o educando, pois ele não só ensina, mas aprende” 

terça-feira, 29 de novembro de 2011


Aviso


A UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia convoca os seguintes candidatos de São Miguel do Guamá:
Ø  
ALDENORA DO SOCORRO DOS REIS
Ø  ANTONIO JERISSON DA SILVA FREITAS
Ø  CELESTE DA SILVA LIMA
Ø  CLAUDIA PATRICIA VERAS DE LIMA
Ø  RAIMUNDA LUCELIA RODRIGUES CASTRO
Ø  VANDER BATISTA DO MONTE

para fazerem suas inscrições no curso Licenciatura em Computação nos dias 30/11 à 02/12/2011, na Secretaria de Educação - SEMED em São Miguel do Guamá. Os Candidatos deverão comparecer munidos dos seguintes documentos:
Ø  
Formulário de inscrição devidamente preenchido,
Ø  Histórico Escolar do Ensino Médio (original e cópia),
Ø  Certificado de Conclusão do Ensino Médio (original e cópia),
Ø  Certidão de Nascimento ou Casamento (original e cópia),
Ø  Carteira de Identidade (original e copia),
Ø  Certificado de Alistamento Militar,
Ø  Título de Eleitor e documento de quitação das obrigações eleitorais (originais e cópias),
Ø  C.P.F (originais e cópias),
Ø  02 fotos 3x4 iguais e recentes,
Ø  Comprovante de Residência,
Ø  Contracheque que comprove que o candidato é professor da rede pública municipal ou estadual de ensino do estado do Pará, condição inarredável à efetivação da matrícula,
Ø  Declaração da direção da escola em que o docente está lotado que comprove que o mesmo está atuando em sala de aula,

No caso de candidato ao Curso de Licenciatura em Computação, a declaração a que se refere o item anterior deve mencionar a atuação profissional, técnica ou docente, conforme as orientações do Fórum Estadual Permanente de Apoio a Formação Docente do Estado do Pará.

É necessário que o aluno do PARFOR/UFRA observe que o curso ocorrerá da seguinte maneira:
1.      As disciplinas são em formato modular, e serão ministradas de janeiro a dezembro quinzenalmente aos finais de semana (sábado e domingo).
2.      Em janeiro, fevereiro e julho as aulas ocorrerão em período integral, de segunda à sexta-feira, sendo que no mês de fevereiro as aulas irão até a primeira quinzena.



O não comparecimento no período especificado implicará na perda da vaga.

Obs. Os Candidatos deverão procurar a prof. Patrícia na SEMED.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Lenda do Açaí


Há muito tempo, quando ainda não existia a cidade de Belém do Pará, vivia no local uma tribo indígena. Nesta época os alimentos eram escassos e por este motivo o cacique tomou uma decisão muito cruel: resolveu que todas as crianças que nascessem a partir daquela data, seriam necessariamente sacrificadas, uma vez que não haveria alimento suficiente para todos.
Porém, Iaça, filha do Cacique, deu a luz a um lindo menino o qual não foi poupado da cruel decisão de seu avô. 
A índia chorava todas as noites com saudades de seu filho, até que numa noite de lua cheia, a índia ouviu o choro de uma criança. O choro vinha da direção de uma bela palmeira. 
Quando a índia chegou ao local, seu filho a esperava de braços abertos. Radiante de alegria, Iaça correu para abraçá-lo, mas quando o fez, a criança misteriosamente desapareceu. No dia seguinte, a índia foi encontrada morta, abraçada ao tronco da palmeira. Seu rosto trazia um suave sorriso de felicidade e seus olhos negros, ainda abertos, fitavam o alto da palmeira que estava carregada de frutinhos escuros. 
Então, o Cacique mandou que apanhassem os frutinhos e percebeu que deles poderia se extrair um suco quando amassados, que passou a ser a principal fonte de alimento daquela tribo. Este achado fez com que o Cacique suspendesse os sacrifícios e as crianças voltaram a nascer livremente, pois a alimentação já não era mais problema na tribo. 
Em agradecimento ao deus Tupã e em homenagem a sua filha, o Cacique deu o nome de AÇAÍ aos frutinhos encontrados na palmeira, que é justamente o nome de IAÇA invertido.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011



Humildade



Virtude, força, caráter: Estes são o primeiro degrau para um rumo certo. Quem trata a vida com arrogância e manipula o orgulho sem medidas, arrasta a vaidade e o egoísmo para o fundo de um buraco negro, aonde a luz é impenetrável e a benção se torna impossível.

Aprender a ser humilde é viver sem fronteiras, sem preconceitos, mas sempre com respeito, com consideração ao valor do outro. Isto é, respeito ao ser humano com restrições na saúde física, saúde mental, saúde emocional, saúde espiritual. Respeito aos animais, que indefesos nada fizeram para prejudicar, apenas pedem para viver. Respeito às florestas e todas as flores que emanam perfumes que pedem para viver. Respeito aos oceanos que, senhores do planeta, tem seus recursos abundantes, pedem para manter a vida aquática. Respeito ao ar que mantém a vida, e deve ser preservado, pois todo o magnetismo que rege o planeta Terra reage àquele que com o dedo impõe sua conduta, com a língua manifesta sua grandeza, com a mão desfaz o que é certo, com os pés risca caminhos e provoca amargura, decepção e desrespeito.

Aprenda a ser humilde descendo de um degrau alto para receber qualquer ser vivo com respeito, amor e dignidade. Em contrapartida, seja humilde para receber de um Grande, a luz, a sabedoria, a ciência da vida, o valor que ninguém pode desacreditar. Sem humildade somos corpo sem vida, alma sem propósito, mente perturbada, razão sem resultado, somos e seremos luzes apagadas.

Abra seu coração, amplie sua mente, expanda sua consciência, libere sua energia com o primeiro passo no rumo certo na vida: humildade.

(Miriam Zelikowski)